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Mercado de trabalho do Porto de Santos retoma crescimento
26/08/2007
A Tribuna - Porto e Mar - A19

Da Redação
LEOPOLDO FIGUEIREDO
EDITOR

Após anos de recessão, a oferta de empregos no Porto de Santos volta a crescer e a região passa a contar com 23.328 postos de trabalho relacionados com as operações do complexo marítimo. As vagas surgiram no setor privado, que expandiu seus quadros de funcionários em mais de 50% desde 2001 e, segundo especialistas, deve ser o grande responsável pelas contratações nos próximos anos.
Esses dados integram o estudo O Mercado de Trabalho no Porto de Santos, realizado pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna e parte do projeto Porto Universidade, do Instituto Metropolitano de Pesquisas Acadêmicas e Consultoria Técnica e Operacional (Impacto).
Inédito, o levantamento mostra as mudanças ocorridas no emprego nos municípios de Santos, Guarujá e Cubatão (as cidades onde está o porto) a partir do processo de modernização do cais, nos anos 90, e com o boom vivido pelo comércio exterior desde o início da década. Pela primeira vez, foi analisado o impacto desses processos tanto entre estivadores, vigias e os demais trabalhadores portuários avulsos (TPAs), como para os profissionais com vínculo empregatício.
De acordo com a pesquisa, hoje, os empregos relacionados às atividades do cais são, em sua maioria, ocupados por profissionais contratados por empresas (incluindo os da Codesp). Terminais, operadores, agências de navegação, escritórios de despacho aduaneiro, empresas de logística, prestadores de serviço e a Docas empregam 16.478 profissionais, cerca de 70% das 23.328 vagas existentes.
Entre essas firmas, o maior número de funcionários, 4.924, está nas atividades consideradas auxiliares ao transporte aquaviário. Essa categoria reúne desde a administração do porto (a Codesp) e dos terminais até serviços de pilotagem, rebocagem, praticagem e de vistoria e manutenção de embarcações.
O mercado de trabalho também engloba despachantes aduaneiros autônomos e proprietários de empresas, que somam 700 profissionais (3% das vagas), e os avulsos ? estivadores, conferentes, vigias, consertadores, guindasteiros e demais categorias envolvidas diretamente com o embarque e o desembarque de navios ?, que chegam a 6.150 (26,37%).

EVOLUÇÃO

O cenário atual da oferta de emprego, com a predominância de postos com vínculo empregatício, é resultado do processo de modernização portuária, iniciado em 1993, de acordo com o estudo do IPAT.
É exatamente com a entrada da iniciativa privada na operação portuária e seus investimentos em novos equipamentos e terminais (mais de R$ 4 bilhões, segundo dados do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo), que o Porto de Santos aumentou sua capacidade de movimentação e passa a demandar um menor volume de mão-de-obra nas atividades de cais.
Para o coordenador-geral do IPAT, Alcindo Gonçalves, ??os primeiros anos (do processo de modernização) foram os piores. Houve redução nos postos de trabalho e ainda tivemos uma certa crise no mercado. Some-se a isso a economia brasileira, que passou por uma forte crise cambial e não cresceu tanto??.
Sobre a queda no emprego, especialmente entre os avulsos, Gonçalves destacou que os investimentos privados provocaram uma ??reorganização do mercado de trabalho??.
Nos últimos oito anos, de cada cinco trabalhadores portuários avulsos, um deixou o cais. Dos 11.172 que estavam inscritos no Órgão Gestor de Mão-de-obra (Ogmo, criado com a Lei de Modernização para escalar o trabalho no cais) em 1999, 8.643 restaram até o ano passado, uma queda de 22,7%, segundo o estudo.

As duas últimas décadas

A pesquisa Mercado de Trabalho no Porto de Santos mostra que a oferta de emprego portuário viveu duas fases distintas desde o início do prócesso de modernização

1993 a 2001 - Recesso
A promulgação da Lei de Modernização dos Portos (8.630/93) permite a entrada da iniciativa privada nas operações portuárias. Tal mudança possibilitou que o setor portuário da região recebesse investimentos, com a compra de novos equipamentos para a movimentação de cargas. O novo cenário reduziu o tão criticado custo-Santos (a demora para a atracação de navios e nas operações portuárias encarecia o serviço portuário) e aumentou a capacidade de movimentação da região. Nesse mesmo período, a economia do País sofre os efeitos de crises financeiras internas e externas, impedindo o crescimento do comércio exterior.

2002 a 2006 - Expansão
A modernização das operações portuárias permitiu que Santos atendesse à expansão de sua movimentação. De 1997 até o ano passado, o total de cargas que passam pela região durante o ano quase duplicou, subindo de 38,47 milhões de toneladas para 76,29 milhões de toneladas. O maior aumento foi verificado entre 2001 e 2004, quando a taxa de crescimento variou de 11,03% a 12,54%. Simultaneamente, a indústria de cruzeiros marítimos se estabelece na região e Santos se consolida como o principal porto do País em embarques e desembarques de turistas.

Novas vagas virão do setor privado

Hoje, as melhores chances para se obter um emprego no Porto de Santos estão junto às empresas privadas, tanto na operação (como um funcionário de terminal) como no apoio às atividades de comércio exterior (contratado por agências de navegação, empresas de logística ou prestadoras de serviço), de acordo com o estudo O Mercado de Trabalho no Porto de Santos, do Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT).
Este dado revela um cenário que existe pelo menos desde 2001, quando tem início o aumento do comércio exterior brasileiro, ampliando a movimentação de carga do principal complexo marítimo do País, e a consolidação da indústria de cruzeiros na região (confira no destaque).
Apesar desses fatores não impedirem a redução nas oportunidades de serviço do avulso, eles acabaram impulsionando o estoque de empregos na iniciativa privada.
A pesquisa mostra que, em 1996, as empresas do setor portuário (incluindo a Codesp) tinham 12.271 funcionários, quantidade que caiu 12,04% nos cinco anos seguintes, chegando a 10.794 postos. É a fase do processo de modernização (que, entre outros efeitos, reduziu o número de empregados da Docas) e das crises financeiras internacionais, que afetaram o comércio exterior e, consequentemente as firmas do setor.
A partir de 2001, porém, o aumento das exportações e das importações brasileiras aqueceu o mercado e essas firmas retomaram as contratações. No ano passado, elas responderam por 16.478 empregos na região, um crescimento de 52,65% nos últimos cinco anos.
O coordenador-geral do IPAT, Alcindo Gonçalves, aponta que ??há um crescimento positivo na abertura de vagas, mas de outro tipo. Isso não ocorre entre os trabalhadores braçais, mas com os prestadores de serviço e as empresas em geral. É a consolidação desse modelo privado de operação portuária??.

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