Acesso Rodoviário

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Com o Porto de Santos experimentando um crescimento de quase 100 por cento em 10 anos, a partir da entrada da iniciativa privada na operação portuária, tornou-se iminente a remodelação do sistema rodoferroviário a fim de se promover a eficiência aos modais em atendimento ao escoamento da crescente demanda de movimentação de cargas no complexo.

Tornou-se imperativo implantar um viário compatível com a realidade, na virada do século, de um Porto que consolidou vultosos investimentos do setor privado em modernos e produtivos terminais, então apontando para um cenário de potencial crescimento, sustentado por uma economia estável e competitiva no mercado externo, impulsionada por um momento de forte demanda mundial por commodities e de crescimento do consumo interno.

Com a proposta de implantar vias que eliminassem o tráfego conflituoso entre trem e caminhão, compatíveis com o peso das carretas que passaram a atender o transporte de grãos (o chamado bitrem), foi definido o projeto das avenidas perimetrais portuárias de Santos e Guarujá, com novo traçado que permitisse atingir os terminais, com eficiência, eliminando o trânsito de veículos de carga da área urbana.

O recurso para implementar a remodelação viária do Porto de Santos foi garantido por meio de investimentos exclusivamente públicos, refletindo a preocupação do Governo Federal em dotar o sistema portuário de Santos, responsável por mais de um quarto da balança comercial brasileira, das condições necessárias para fortalecer o atendimento ao comércio exterior.

A modernização do viário, além da agilidade de escoamento por meio de vias expressas, sem conflitos rodoferroviários a partir da construção de viadutos permitindo tráfego em desnível, teve significativa influência no crescimento da participação do modal ferroviário. Somada às vantagens econômicas com o frete e a logística do trem, a iniciativa trouxe ganho ambiental e a melhoria que a redução do transporte rodoviário proporciona às nossas estradas.

O estabelecimento do novo viário privilegiou a logística do tráfego, a partir de um traçado que distribuiu, na margem direita, o trânsito de caminhões de contêineres, granéis vegetais e açúcar, promovendo a ampliação de negócios e facilitando, principalmente, as exportações de commodities agrícolas.

Ainda na margem direita, a região do Saboó, responsável por quase 40% da movimentação de contêineres no porto, pistas de mão dupla e total de quatro faixas de rolamento estabeleceram um fluxo exclusivo e mais ágil ao trânsito de passagem às demais regiões do Porto, sem conflitar com o tráfego de veículos dedicado aos terminais da região, notadamente à demanda da BTP.

Na margem esquerda do Porto de Santos, situada no município de Guarujá, a remodelação do viário demandou intervenções em trecho urbano, pois o acesso rodoviário às instalações portuárias, diferentemente de Santos, ocorre através de vias instaladas no perímetro urbano. O grande gargalo naquela região era a transposição da Avenida Santos Dumont e sobre a linha férrea que corre paralelamente a essa via.

Com a construção e entrada em operação do conjunto de viadutos, eliminou-se o último gargalo viário, acabando com conflito rodoferroviário e permitindo fluxo sem interrupções nos dois modais, além de ordenar o acesso aos terminais. O novo viário se destacou pela segregação do tráfego urbano do rodoviário de cargas.

O novo acesso propiciou ao Porto um ganho significativo, principalmente, para os terminais de Exportação do Guarujá, de Exportação de Açúcar do Guarujá, da Cutrale, da Dow Química e outros instalados na área de retroporto, desafogando o único acesso até então existente (Rua do Adubo) e agilizando o fluxo de tráfego destinado a todos os terminais da margem esquerda, no Guarujá.

A seguir, as principais ações de infraestrutura de acessos em curso.

Avenida Perimetral Portuária em Santos – As obras e serviços de readequação da Avenida Perimetral da Margem Direita, no trecho entre o canal 4 e a Ponta da Praia, compreendendo a adequação das avenidas Mário Covas Júnior, conhecida como Avenida Portuária, e Ismael Coelho de Souza, a chamada avenida interna encontram-se em andamento. Um dos principais objetivos da obra é implementar um conjunto de dois viadutos para evitar o conflito rodoferroviário e promover maior agilidade do tráfego aos terminais localizados na região, solucionando um significativo gargalo entre o tráfego de contêineres e de granéis vegetais. Com a implantação desse complexo de viadutos, ficará segregado o tráfego rodoviário entre veículos de contêineres e de grãos e farelos.

O projeto contempla, ainda, a transferência das linhas férreas de acesso ao Corredor de Exportação de Granéis Sólidos de Origem Vegetal, que hoje passam no meio dos terminais.

Avenida Perimetral Portuária em Santos – 2ª entrada do porto – O trecho Anchieta do projeto prevê um viaduto de entrada no porto com, aproximadamente, 360 metros de extensão, iniciado naquela Rodovia e estendendo-se até a conexão com outro viaduto projetado para transposição do pátio ferroviário da concessionária MRS Logística. Nesse mesmo trecho, haverá também um viaduto de saída, com cerca de 530 metros de extensão mais 240 metros em nível.  Todo o conjunto contará com duas faixas de rolamento e refúgio lateral.

O projeto contempla, ainda, dois viadutos para transposição dos pátios ferroviários. O que será construído sobre o pátio da MRS, com aproximadamente 280 metros de extensão, servirá para conectar os viadutos de acesso à Anchieta ao trecho elevado sobre o terreno da Secretaria de Patrimônio da União (SPU). O viaduto sobre o pátio da Portofer terá extensão de 120 metros, conectando o elevado e o sistema viário em nível através de uma rampa com cerca de 140 metros de extensão. Para esses trechos de transposição estão previstas três faixas de rolamento, para cada sentido de tráfego, e barreira rígida entre eles.

O trecho elevado terá, aproximadamente, um quilômetro de extensão, conectando as transposições sobre os pátios ferroviários e o sistema viário projetado para distribuição dos fluxos rodoviários na região do Saboó, através de rampas com cerca de 800 metros de extensão. Esse conjunto também terá três faixas de rolamento para cada sentido de tráfego e barreira rígida entre eles.

O sistema viário previsto para circulação e distribuição de tráfego no Saboó será composto de rotatórias, acesso ao elevado e viário interno, com duas faixas de rolamento por sentido de tráfego e, aproximadamente, 900 metros de extensão.

O trecho rodoviário para conexão com a região do Valongo terá, aproximadamente, 1,15 quilômetro de extensão e três faixas de rolamento por sentido de tráfego, com canteiro central e demais dispositivos de acesso necessários às vias de conexão.

A Codesp está analisando as propostas apresentadas para elaboração do projeto básico das obras do novo acesso rodoviário. A concorrência pública foi lançada pela no dia 14 de dezembro de 2018 e as propostas foram apresentadas em 21 de janeiro de 2019.

Toda obra de engenharia começa com o projeto básico, que define com precisão as características básicas do empreendimento e o desempenho almejado na obra para que seja possível estimar o custo e o prazo de execução. É uma fase caracterizada por estudos preliminares, anteprojeto, estudos de viabilidade técnica e econômica, além da avaliação do impacto ambiental.

Duplicação do acesso rodoviário à Ilha Barnabé – Elaborado projeto funcional, Termo de Referência e planilha orçamentária para a contratação de projeto executivo para adequação do acesso rodoviário à Ilha Barnabé, consistindo na implantação de nova pista com, aproximadamente, 2.700 m de extensão e recuperação/reforma da pista existente com acostamento em ambos os lados, permitindo, assim, acesso rodoviário com duas faixas de entrada e duas faixas de saída. O projeto contempla também a construção de uma ponte sobre o Rio Diana com, aproximadamente, 110 metros de extensão e um viaduto sobre o Rio Sandi com cerca de 300 metros de extensão.

Avenida Perimetral Portuária em Guarujá – 2ª Fase – O empreendimento garantirá a segregação do tráfego, e irá melhorar, significativamente, a movimentação de cargas, aumentando a segurança do trânsito urbano. O projeto contempla, ainda, a construção de uma ponte estaiada sobre a Rodovia Cônego Domênico Rangoni e a construção de um viaduto na Avenida Santos Dumont.