Engenharia portuária

Página Inicial > Infraestrutura > Engenharia portuária


A história da engenharia portuária no Brasil confunde-se com a própria história da construção do Porto de Santos. Sem precedentes no paí­s, a engenharia brasileira enfrentou grande desafio ao assumir o compromisso de consolidar um dos maiores empreendimentos até então propostos pelo então Ministério da Viação de Obras Públicas: a execução das obras de melhoramentos no Porto de Santos.

Durante anos, a construção de um Porto em Santos desafiou a capacidade de realização da engenharia brasileira. No entanto, era imprescindí­vel a necessidade de se transformar o modesto ancoradouro num porto que atendesse à demanda que surgia.
Até então, as instalações eram precárias para atender à navegação, também incerta, com veleiros, em sua maioria, utilizando-se de precárias pontes de madeira para sua atracação, com as mercadorias embarcadas e descarregadas por trabalhadores, sem qualquer aparelhagem e abrigadas em toscos armazéns.

A autorização do contrato ocorreu em julho de 1888, firmado entre o governo imperial e o grupo de concessionários, então reduzido a Cândido Gafrée e Eduardo Palassin Guinle. A partir daí­, diversas cláusulas seriam alteradas, tanto em relação à extensão de trechos previstos para construção quanto aos prazos de exploração.

A construção do cais santista representou um ousado desafio para a época, considerado, até então, um empreendimento irrealizável. Os insucessos anteriores e as incontáveis dificuldades estimularam homens de larga visão e notável capacidade empreendedora, liderados pelo engenheiro Guilherme Benjamin Weinschenk.

A partir daí­, não cessaram os esforços para ampliar e modernizar as instalações do Porto de Santos em atendimento ao crescente comércio marí­timo, que cresceu com extraordinária celeridade. Até hoje, Santos se mantém como o principal complexo portuário brasileiro e da América Latina, liderando, de forma isolada, a balança comercial do paí­s.

Trata-se, enfim, de uma herança atrelada ao próprio desenvolvimento de toda uma região, garantida, em grande parte, por realizações de engenharia e promovida por uma visão que extrapolou a atividade fim, estendendo à cidade de Santos muito de sua capacidade empreendedora. Certamente, o principal aspecto na relação Porto-Cidade.