Glossário de Termos Portuários

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Glossário de Termos Portuários

Acostar ou atracar
Encostar uma embarcação ao cais do Porto.

Adernado
Situação em que o navio está inclinado.

Administração Portuária
A entidade de direito público ou privado, denominada Autoridade Portuária, que exerce a exploração e a gestão do tráfego e da operação portuária na área do porto público, podendo essas atividades serem realizadas diretamente pela União ou mediante concessão.

Aduaneiro
De, ou relativo à aduana ou alfândega. Diz-se do imposto devido pela importação de mercadorias. É o chamado imposto aduaneiro ou alfandegário.

Alfândega
Repartição federal instalada nos portos de entrada no paí­s, onde se depositam mercadorias importadas e se examinam as bagagens de passageiros que estão em trânsito para o exterior ou chegam ao paí­s.

Afretador
Aquele que tem a posse de uma embarcação a frete, no sentido de aluguel, no todo ou em parte, com a finalidade de transportar mercadorias, pessoas ou coisas. Não se deve confundir com fretador, que é a pessoa que dá a embarcação a frete. Na maioria das vezes, o fretador é o próprio proprietário.

Agente Marí­timo
É a pessoa jurí­dica que responde por todos os atos originários de um determinado navio. É o representante do armador, que é o dono do navio. O agente marí­timo assina termos de responsabilidade e providencia os registros necessários antes da embarcação atracar no porto. O agente responde pelas condições do navio, problemas com a tripulação, acidentes, embarque e desembarque das cargas e emite à Alfândega todas as informações sobre a embarcação.

Agente de Navegação
Pessoa jurí­dica que representa legalmente uma empresa de navegação e goza do privilégio para solicitar os vários serviços portuários dentro das diversas modalidades do sistema e de serviços de outra natureza.

Água de Lastro
Recurso usado pelas embarcações, que por meio de tanques especí­ficos armazenam água para manter a estabilidade de seus navios, adequando estes à disposição das cargas.

Amarração
Amarrar uma embarcação com cordas aos cabeços existentes nos cais do Porto.

Ancoradouro ou fundeadouro
Local onde a embarcação lança âncora para aguardar a entrada no porto.

Área de Influência do Porto Organizado (Hinterlândia)
É a região servida por meios ou vias de transporte terrestres, fluviais ou lacustres para onde se destinam os fluxos de cargas decorrentes das operações de descarga de navios e embarcações, no sentido da importação, ou de onde se originam os fluxos de carga para o carregamento de navios e embarcações, destinados ao comércio exterior, exportações, ou a portos nacionais, quando se utiliza da navegação de cabotagem.

Área do Porto Organizado
Instalações portuárias (ancoradouros, docas, cais, pontes e pí­eres de atracação e acostagem, terrenos, armazéns, edificações e vias de circulação interna, bem como pela infraestrutura de proteção e acesso aquaviário ao porto, tais como guias-correntes, quebra-mares, eclusas, canais, bacias de evolução e áreas de fundeio) que devam ser mantidas pela Administração do Porto.

Área Primária (Zona Primária)
É a área que compreende as faixas internas de portos, aeroportos e recintos alfandegados e locais habilitados na fronteira terrestre, além de outras áreas nas quais são efetuadas operações de carga e descarga de mercadorias, sob controle aduaneiro, procedentes ou destinadas ao exterior. Por recintos alfandegados entendam-se os pátios, armazéns, terminais e outros locais destinados à movimentação e ao depósito de mercadorias.

Armador
Denomina-se aquele que fí­sica ou juridicamente, com recursos próprios, equipa, mantém e explora comercialmente as embarcações mercantis. E a empresa proprietária do navio que tem como objetivo transportar mercadorias.

Armazém Alfandegado
Armazém próprio para receber a carga estrangeira.

Arrendatária
Entidade de direito público ou privado, que tenha celebrado, nos termos do art. 4º, inciso I, da Lei nº 8.630, de 1993, contrato de arrendamento de áreas e instalações portuárias localizadas dentro dos limites da área do porto organizado, para utilização na prestação de serviços portuários.

Arrumação
Modo de arrumar de maneira metódica a carga que vai ser transportada em um navio, o qual obedece a normas especiais contidas na lei comercial. A arrumação é de grande importância para a estabilidade da embarcação e para evitar a ocorrência de avarias.

Autoridade Portuária
É a pessoa jurí­dica responsável pela administração do porto organizado, que é exercida pela União ou pela entidade concessionária do porto.

Bacia de Evolução
Área fronteiriça às instalações de acostagem, reservada para as evoluções necessárias às operações de atracação e desatracação das embarcações no porto.

Bagrinho
Trabalhador que atua na operação de cargas a bordo das embarcações, mas que não possui registro no Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo).

Batimetria
Determinação do relevo do fundo de uma área oceânica e a representação gráfica deste relevo.

Berço de Atracação
Vaga existente no cais do porto, destinada à atracação de navios.

Bloco
Categoria profissional, cuja tarefa consiste em realizar a “peação”, “despeação”, amarração de cargas, separação de seus lotes, acomodação das redes, amarração de cargas e outros serviços auxiliares, com exceção da colocação, em terra, de “sapatas”, em contêineres.

Bombordo
É o lado à esquerda da embarcação quando o observador olha para a proa.

Boreste ou Estibordo
É o lado do navio à direita da embarcação quando o observador olha para a proa.

Break Bulk
Expressão do transporte marí­timo que significa o transporte de carga solta ou fracionadas.

Bulk Cargo
Carga à granel, ou seja, sem embalagem.

Bulk Carrier
Navio graneleiro, próprio para o transporte de cargas à granel.

Bulk Container
Navio conteineiro, próprio para o transporte de cargas à granel.

Bunker
Combustí­vel para navios.

Cabeço de Amarração
Coluna de ferro de altura reduzida encravada à beira do cais ou junto à borda de uma embarcação para nela se amarrar as cordas que mantêm o navio atracado, junto ao cais.

Cabotagem
Navegação doméstica (pela costa do paí­s).

Cábrea
Embarcação dotada de guindaste, com grande capacidade para movimentação de cargas por meio do lado de mar dos navios.

Cais
Parte do porto onde atracam as embarcações.

Calado
O calado de um porto é a designação dada à maior profundidade que a quilha de uma embarcação está autorizada a chegar, em relação à linha d’água (superfí­cie da água), no seu canal de acesso. O calado é medido verticalmente a partir de um ponto na superfí­cie externa da quilha e a superfí­cie da água.

Canal de acesso
É a extensão do estuário que viabiliza o tráfego das embarcações, desde a área de fundeio até os berços de atracação e vice-versa.

CAP
Conselho de Autoridade Portuária. Atua, juntamente com as Autoridades Portuárias, nas questões de desenvolvimento da atividade, promoção da competição, proteção do meio ambiente e no desempenho dos serviços portuários.

Capatazia
A atividade de movimentação de mercadorias nas instalações de uso público, compreendendo o recebimento, conferência, transporte interno, abertura de volumes para a conferência aduaneira, manipulação, arrumação e entrega, bem como o carregamento e descarga de embarcações, quando efetuados por aparelhamento portuário.

Carga Geral
É a carga solta, embalada ou não, ou conteinerizada movimentada no porto. Pás eólicas, grandes transformadores, fardos e bobinas de papel e celulose, veículos, produtos em tambores, entre outros, inserem-se nessa modalidade de cargas.

Carta Náutica
Representação gráfica das principais caracterí­sticas de determinado trecho do mar, contendo o desenho do perfil da costa e de seus acidentes.

Commodiities
Qualquer bem em estado bruto, geralmente de origem agropecuária ou de extração mineral ou vegetal, produzido em larga escala mundial e com caracterí­sticas fí­sicas homogêneas, seja qual for a sua origem, geralmente destinado ao comércio externo.

Companhia Docas
Companhias vinculadas ao governo federal, por meio do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, para gestão dos portos ainda vinculados ao governo.

Complexo Soja
Entende-se pelo complexo o grão, o farelo e o óleo de soja.

Conferente
Profissional responsável pela verificação de uma conta, de mercadorias, dinheiro e outros valores no navio.

Conportos
A Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis foi criada pelo Decreto 1.507 de 30 de maio 1995, alterado pelo Decreto 1.972 de 30 de julho de 1996. A Conportos é composta pelo Ministério da Justiça, Ministério da Defesa, representado pelo Comando da Marinha, Ministério da Fazenda, Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério dos Transportes. A Conportos conta em sua estrutura com 21 Comissões Estaduais de Segurança Pública nos Portos Terminais e Vias Navegáveis – Cesportos.

Consertador
Profissional responsável pelo conserto da carga avariada dentro ou fora do navio.

Contrato de Arrendamento
Contrato celebrado com a União, no caso de exploração direta, ou com sua concessionária, sempre através de licitação, quando localizada dentro dos limites da área do porto organizado (Lei 12.815/2013).

Contêiner
Também chamado contentor e cofre de carga é qualquer caixa metálica, principalmente na medida de 20´ou 40´pés, que tenha estrutura para engate automático pelos equipamentos de movimentação, seja horizontal ou vertical.

Convés
Estrutura que subdivide horizontalmente a embarcação. 2. O mais alto pavimento contí­nuo de uma embarcação, que se estende de popa a proa e de um bordo a outro. É também chamado de convés principal. Também conhecido como pavimento.

Corredor de Exportação
O Corredor de Exportação é composto por um conglomerado de silos horizontais e verticais, correias transportadoras, ship loaders, entre outros, dentro de áreas e retroáreas do porto.

Dala (correia transportadora)
Prancha larga para operações de carga e descarga de mercadorias ou a condução dos despejos dos navios.

Defensa
Estrutura fixa ao cais utilizadas para absorver o impacto do navio.

Demurrage
Sobreestadia. Multa determinada em contrato, a ser paga pelo contratante de um navio, quando este demora mais do que o acordado em contrato nos portos de embarque ou de descarga.

Desembaraço
Ato ou efeito de legalmente retirar as cargas ou fazer sair os passageiros de uma embarcação ou qualquer outro veículo.

Despachante
Agente que trata do desembaraço das mercadorias junto aos órgãos alfandegários.

Dolfim
É uma coluna de concreto fincada no fundo do mar que aflora à sua superfí­cie e serve para atracar (dolfim de atracação) e para amarrar (dolfim de amarração) navios. Em alguns casos dispensam os cais corridos.

Draga
Embarcação apropriada que serve para limpar o fundo dos rios, mares, lagos etc., de depósitos, entulhos, lama, lodo, etc, em águas pouco profundas, ou para extrair quaisquer objetos que tenham submergido.

Dragagem
Obra ou serviço de engenharia destinado ao aprofundamento, alargamento ou expansão de áreas portuárias, bem como serviços de natureza contí­nua com o objetivo de manter, pelo prazo fixado no edital, as condições de profundidade estabelecidas no projeto implantado.

Duto
Tubulação que tem por finalidade conduzir vários tipos de granéis sólidos, lí­quidos ou gasosos: mineroduto – quando transporta minérios; oleoduto – quando transporta óleo; gasoduto – quando transporta gás.

Eadi
Estação Aduaneira Interior. Recinto alfandegado secundário, de uso público, implantada em regiões estratégicas do paí­s, com intuito de descongestionar as zonas primárias (Portos, Aeroportos e Fronteiras).

Entreposto Aduaneiro
Armazém onde se depositam as mercadorias em trânsito, baldeadas ou que vão ser reexportadas.

Escala
Diz-se da parada temporária de um navio durante uma viagem, a fim de efetuar embarque de passageiros ou operações diversas.

Escotilha
São aberturas nos conveses, por onde as cargas são arriadas e içadas. São as “tampas” dos porões. Geralmente, numera-se os porões de proa para popa. Assim porão nº 1 é o mais à proa, sendo seguido pelo porão nº 2, e assim por diante.

Estiva
A atividade de movimentação de mercadorias nos conveses ou nos porões das embarcações principais ou auxiliares, incluindo o transbordo, arrumação, peação e despeação, bem como o carregamento e a descarga das mesmas, quando realizados com equipamentos de bordo.

Estrado ou “palete”
Acessório de embalagem constituindo-se em tabuleiro de madeira, metal, plástico ou outro material, com forma adequada para ser usada por empilhadeira ou guindaste.

Estufagem
Ato de carregar os contêineres com a mercadoria a ser exportada.

Expurgar
É o desconto na produtividade. Desobrigação de cumprimento da movimentação mí­nima. Ocorre quando chove, há greve, quebra algum equipamento do porto ou há falta de energia.

Faina
Designa um tipo especí­fico de movimentação de carga.

Feeder
Serviço marí­timo de alimentação do porto hub ou de distribuição das cargas nele concentradas. O termo feeder também pode se referir a um porto secundário (alimentador ou distribuidor) em determinada rota. Cabe salientar que um porto pode ser hub para determinadas rotas de navegação e feeder para outras.

Grab
Tipo de movimentação de carga utilizadas para carregar e descarregar cargas a granel

Granel Lí­quido
É toda a carga lí­quida transportada diretamente nos porões do navio, sem embalagem e em grandes quantidades e que é movimentada em dutos por meio de bombas, como petróleo e seus derivados, óleos vegetais, sucos de laranja, entre outros.

Granel Sólido
É toda carga seca fragmentada, minérios, grãos, entre outras, transportada em grandes quantidades diretamente nos porões do navio, sem embalagem (dray bulk).

Harbor crane
Guindastes móveis sobre pneus para movimentação de cargas.

Hinterland ou hinterlândia
É o potencial gerador de cargas do porto ou sua área de influência terrestre.

Hub Port
Porto de transbordo, aquele porto concentrador de cargas e de linhas de navegação.

Infraestrutura Aquaviária
É o conjunto de áreas e recursos destinados a possibilitar a operação segura de embarcações de passageiros em turismo, compreendendo o canal de acesso ao terminal, a bacia de evolução, as áreas de fundeadouro, os molhes e quebramares, o balizamento e a sinalização náutica, e as áreas de inspeção sanitária e de polí­cia marí­tima.

Infraestrutura Portuária
O conjunto de instalações portuárias, de uso comum, colocadas à disposição dos usuários, operadores portuários e arrendatárias de um porto organizado, compreendendo: a estrutura de proteção e acesso aquaviário, as vias de circulação interna, rodoviária e ferroviária, bem como dutos e instalações de suprimento do porto organizado.

Largo
Mar alto. Toda porção de mar que está fora da vista da terra. Diz-se que uma embarcação nessa situação está ao largo.

Lastro
Qualquer corpo pesado posto no fundo ou no porão do barco para aumentar-lhe a estabilidade. O lastro pode ser de água, areia, cascalho ou ferro. No Nordeste brasileiro, conjunto de paus que forma o corpo das jangadas.

Lingada
Amarrado de mercadorias correspondentes à porção a ser içada por guindaste ou pau-de-carga.

Linha d’água
A linha d’água ou linha de flutuação consiste na linha que separa a parte imersa do casco de um navio da sua parte emersa. A linha d’água é definida pela intercepção do plano de superfí­cie da água calma com a superfí­cie exterior do casco. Existem várias linhas d’água correspondentes ao ní­vel de carga do navio. Assim, a linha d’água correspondente ao navio completamente carregado é a flutuação carregada ou flutuação em plena carga, a correspondente ao navio completamente vazio é a flutuação leve e a correspondente ao navio em deslocamento normal é a flutuação normal.

Livre Prática
Autorização dada a uma embarcação procedente ou não do exterior a entrar em um porto do território nacional e iniciar as operações de embarque e desembarque de cargas e viajantes. Essa autorização é emitida pela Anvisa.

Logí­stica
É o processo de planejar, executar e controlar, eficientemente, a custo correto, o transporte, movimentação e armazenagem de produtos dentro e fora das empresas, garantindo a integridade e os prazos de entrega dos produtos aos usuários e clientes.

Longo Curso
Navegação que proporciona contato entre paí­ses. Por isso, costuma-se dizer: mercadorias de longo curso, tarifas de longo curso, transporte de longo curso, etc.

Maré
Movimento periódico de elevação e queda do ní­vel das águas do mar, gerado sobretudo pela atração do sol e, principalmente, da luz que, por estar mais perto da Terra, exerce mais que o dobro da atração do sol, embora tenha uma massa incomparavelmente menor que a do astro. Durante um dia lunar (24 horas e cinqí¼enta minutos), há duas marés altas e duas baixas e o horário em que ocorrem varia segundo a passagem da lua pelo meridiano correspondente, o que em geral ocorre cerca de cinqí¼enta minutos mais tarde a cada dia.

Marinha Mercante
Frota de navios particulares a serviço do comércio internacional ou de um só paí­s.

Moega
Denominação dada a uma instalação portuária especialmente aparelhada para a movimentação de determinados graneis sólidos. A moega tem um formato próprio para receber e destinar graneis sólidos às correias transportadoras, vagões ou caminhões.

Navegação de Cabotagem
É a realizada entre portos brasileiros, utilizando-se, exclusivamente, a via marí­tima ou a via marí­tima e as interiores.

Navegação de Longo Curso
É a realizada entre portos brasileiros e portos estrangeiros, sejam marí­timos fluvial ou lacustre.

Navegação Interior
É aquela realizada em hidrovias interiores, em percurso nacional ou internacional.

Offshore
É a navegação próxima à costa que entre outras, atende as plataformas de petróleo.

Ogmo
Órgão Gestor de Mão-de-Obra. Sua instituição em cada porto organizado é obrigatória, de acordo com a Lei 8.630. Responsável por administrar e regular a mão-de-obra portuária, garantindo ao trabalhador acesso regular ao trabalho e remuneração estável, além disso, promove o treinamento multifuncional, a habilitação profissional e a seleção dos trabalhadores. As despesas com a sua manutenção são custeadas pelos operadores portuários, e os recursos arrecadados devem ser empregados, prioritariamente, na administração e na qualificação da mão-de-obra portuária avulsa.

Operação Portuária
Movimentação de passageiros, de movimentação de cargas ou armazenagem de mercadorias destinados ou provenientes de transporte aquaviário, realizada no porto organizado por operadores portuários.

Operador Portuário
Entidade que se credencia no porto para atender os navios e requisitar os Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs). Pessoa jurí­dica pré-qualificada para a execução da operação portuária na área do Porto Organizado.
O operador portuário é responsável, perante a autoridade aduaneira, pelas mercadorias sujeitas a controle aduaneiro, no perí­odo em que essas lhe estejam confiadas ou quando tenha controle ou uso exclusivo de área do porto onde se acham depositadas ou devam transitar.

Paletização
Processo pelo qual vários volumes (sacos, caixas, tambores, rolos de arame, etc.) são colocados sobre um estrado ou “palete”.

Pallets
Denominação dada a um estrado de madeira usado na movimentação e empilhamento de mercadorias; tabuleiro. Caracteriza-se também como um acessório de dimensões definidas, dotado de dispositivo de apoio para o garfo das empilhadeiras e conexão com os lingados, utilizado para o acondicionamento de diversos tipos de cargas, possibilitando o seu manuseio de forma unitizada.

Panamax
Nome que se dá ao navio graneleiro ou navio-tanque, cujas dimensões (275 metros de comprimento) permitem seu trânsito no canal do Panamá.

Pau-de-carga
Tipo de aparelho de movimentação de peso que consiste numa verga (lança), que posiciona a carga suspensa por cabos. Normalmente, é fixada ao mastro e postada junto a escotilha (abertura do porão). O pau-de-carga completo é constituí­do de aparelho de acionamento, aparelho de lingada e guincho (fixado numa mesa de operação no convés, onde é operado pelo guincheiro).

Pátio
Área descoberta que se encontra localizada na área de um porto intercalado aos armazéns ou isolada, destinada ao recebimento de cargas pesadas ou de natureza especial.

Peação
Fixação da carga nos porões ou conveses da embarcação, visando evitar sua avaria pelo balanço do mar. Despeação: desfazer a peação.

Pé-de-Piloto
O pé-de-piloto é a distância mí­nima que deve haver entre o fundo da embarcação e o fundo do mar.

Pí­er
Estrutura portuária onde atracam as embarcações e são efetuados embarques e desembarques de cargas, ligada à terra por ponte de acesso.
Plano de Desenvolvimento e Zoneamento Portuário – PDZ
É o instrumento de planejamento da Administração Portuária que visa, no horizonte temporal, considerado o ambiente social, econômico e ambiental, o estabelecimento de estratégias e de metas para o desenvolvimento racional e a otimização do uso de áreas e instalações do porto organizado.

Popa
É a parte de trás de uma embarcação.

Portêiner
O portêiner (ou container crane, guindaste de contêiner em inglês) é um equipamento com função de agilizar a movimentação dos contêineres no momento de carga e descarga nos portos.

Porto Organizado
Porto construí­do e aparelhado para atender as necessidades da navegação e da movimentação e armazenagem de mercadorias, concedido ou explorado pela União, cujo tráfego e operações portuárias estejam sob a jurisdição de autoridade portuária.

Porto Seco
É um terminal alfandegário que tem a função de facilitar o despacho aduaneiro de importação e exportação longe do litoral.

Pós-Panamax
Denominação dada a todos os navios que possuem boca maior do que a largura do Canal do Paramá (32,3 metros).

Prancha de Carregamento
Faz parte das normas de operação dos portos, e significa a tonelagem mí­nima estabelecida que será operada num perí­odo de seis horas.

Prático
Profissional especializado, com grande experiência e conhecimentos técnicos de navegação e de condução e manobra de navios, bem como das particularidades locais, correntes e variações de marés, ventos reinantes e limitações dos pontos de acostagem e os perigos submersos ou não. Assessora o comandante na condução segura do navio em áreas de navegação restrita ou sensí­veis para o meio ambiente.

Proa
É a parte dianteira de uma embarcação.

Quebra-mar
Construção que recebe e rechaça o í­mpeto das ondas ou das correntes, defendendo as embarcações que se recolhem num porto, baí­a ou outro ponto da costa. O quebra-mar se diferencia do molhe por não possuir ligação com a terra, enquanto que este sempre parte de um ponto em terra.

Quilha
Peça disposta em todo o comprimento do casco no plano diametral, na parte mais baixa da embarcação; constitui a “espinha dorsal” do navio. Nas dosagens e nos encalhes, a quilha suporta os maiores esforços.

Rebocador
Pequena embarcação utilizada para rebocar navios ou manobrá-los com segurança em áreas dos portos.

Recintos Alfandegados
São áreas demarcadas pela autoridade aduaneira competente, na zona primária dos portos organizados ou na zona secundária a estes vinculada, a fim de que nelas possam ocorrer, sob controle aduaneiro, movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias procedentes do exterior, ou a ele destinadas, inclusive sob regime aduaneiro especial; de bagagem de viajantes procedentes do exterior, ou a ele destinados; e de remessas postais internacionais.

Reefer
Contêiner que possui sistema de refrigeração, com câmaras frias para preservar produtos perecí­veis em baixas temperaturas.

Retroporto
Retroporto ou retroárea de um porto, é uma área adjacente ao porto organizado destinada a suprir as deficiências de área de armazenagem do porto. É utilizada muitas vezes até para desembaraço aduaneiro.

Roll-on-roll-off (ro-ro)
Navio especial que opera por rolamento. A carga embarca e desembarca sobre rodas. Dispõe de abertura (prancha) na proa e/ou na popa para essa movimentação.

Shiploader
Carregador de navios, equipamento portuário móvel em forma de torre, com um tubo ou um túnel que é projetado para um berço, destinado ao carregamento de carga a granel através de correias transportadoras, diretamente de um armazém ou silo aos porões do navio.

Silo
Armazém. Podem ser verticais ou horizontais. Os verticais recebem as cargas por meio de elevadores e a expedição acontece exclusivamente por gravidade, sem uso de equipamentos. Nos horizontais as cargas são depositadas no ní­vel do solo e, no momento de expedição, parte é transportada pela gravidade e parte com o uso de equipamentos.

Tábuas Náuticas
Tábuas com auxí­lio das quais se calcula a posição do navio no mar, resolvendo determinadas fórmulas trigonométricas do triângulo da posição.

Talhar
Jargão portuário que significa que o navio já terminou de carregar ou descarregar a carga.

Tarifa Portuária
Valores cobrados pela Autoridade Portuária, como contrapartida pelo uso da infraestrutura portuária e pela prestação de Serviços de Uso Comum.

Taxa de Ocupação do Cais
Relação entre o somatório dos produtos dos comprimentos das embarcações pelo tempo de atracação de cada embarcação e o produto do comprimento do cais pelo número de dias do mês da operação.

Terminal Arrendado ou Terminal de uso público
Localizado dento dos limites da área do Porto Organizado, os terminais são arrendados de acordo com o Contrato de Arrendamento, previsto na Lei 12.815/2013.

Terminal Portuário
É uma instalação portuária, normalmente cais ou pier especializado, com equipamentos apropriados para movimentação de um determinado tipo de carga, sejam elas granel sólido, granel lí­quido, carga geral ou exclusivamente contêiner.

Terminal de Uso Privativo – TUP
Instalação portuária explorada por pessoa jurí­dica de direito público ou privado, utilizada na movimentação de passageiros ou armazenagem de mercadorias, destinados ou provenientes de transporte aquaviário. Esses terminais podem ser de uso exclusivo – para movimentar carga própria, ou de uso misto, para movimentar carga própria e de terceiros, desde que fora da área do porto organizado, ou quando o interessado for titular do domí­nio útil do terreno, mesmo que dentro da área do porto organizado.

Terno
É cada equipe de trabalho a bordo. Normalmente, em cada porão em que haja movimentação de mercadorias há um terno de trabalhadores escalado.
TEU (Twenty-foot Equivalent Unit – Unidade equivalente a 20 pés)
Unidade utilizada para conversão da capacidade de contêineres de diversos tamanhos ao tipo padrão ISO de 20 pés.

TPA
Trabalhadores Portuários Avulsos. Trabalhadores autônomos, filiados ao OGMO, que prestam serviço à atividade portuária em geral. No Paraná, estão divididos em seis categorias: estivadores, conferentes, consertadores, arrumadores, vigias e bloco.

Trade
Expressão em inglês para denominar o comércio (distribuidores, representantes, atacadistas, varejistas, etc).

Transbordo ou Transhipment
Transferir mercadorias de um para outro meio de transporte ou veículo, no decorrer do percurso da operação de entrega.

Transtêiner
Transtainer é um equipamento desenvolvido para movimentação de contêineres nos pátios dos terminais. O equipamento pode ser projetado para atender a uma ampla gama de formas e dimensões, oferecendo diferentes configurações para o empilhamento e o enfileiramento de contêineres.

Vazante
Movimento descendente do ní­vel do mar, que começa na preamar e culmina com a baixa-mar, durando em média um perí­odo de seis horas. 2. Refluxo. 3. Maré descendente.

Vigias
Trabalhadores pagos pela agência marí­tima (que é representante do armador) para vigiar o navio.