Panorama do porto

Página Inicial > Outros Links > Panorama do porto


O Porto de Santos vem superando nos últimos anos grandes desafios gerados por cenários macroeconômicos e políticos marcados por dificuldades. A movimentação de cargas cresceu no último ano, registrando novo recorde histórico de 133,1 milhões de toneladas, ao superar em 2,5% o resultado de 2017 (129,8 milhões de t).
O complexo portuário santista segue firme no objetivo de se manter como um porto eficiente e comprometido com o crescimento sustentável. Para isso, a Autoridade Portuária vem trabalhando no propósito de manter e ampliar a sua infraestrutura, valendo destacar os serviços de dragagem para manutenção das profundidades do canal de navegação e berços de atracação que, aliados a novas tecnologias, permite manter o calado operacional em 13,50 metros, viabilizando a vinda de navios de maior porte ao complexo portuário santista.

Cabe destacar as ações de governança que vêm sendo intensificadas pela Companhia com a criação da Gerência de Compliance e com processos de gestão de riscos e de conformidade que aperfeiçoarão os procedimentos em relação a aspectos importantes para a administração da empresa. Destacam-se a elaboração de uma política de gestão de riscos de negócios, a Carta de Serviços ao Cidadão, que informa a sociedade sobre o rol de serviços prestados, aprimorando a qualidade do atendimento, e a apresentação da versão preliminar do Plano Mestre do Porto de Santos.

O Porto de Santos avançou, ainda, em duas de suas maiores prioridades: a sustentabilidade ambiental e a segurança das pessoas. O compromisso da Autoridade Portuária com o crescimento sustentável foi expresso em iniciativas ambientais que tiveram como foco o cumprimento das condicionantes previstas na Licença de Operação, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no processo de regularização ambiental do Porto de Santos. Visando maior segurança nas atividades portuárias, os integrantes do Plano de Ajuda Mútua (PAM), juntamente com o Corpo de Bombeiros, conheceram os acessos aos terminais, suas rotas de fuga e estrutura para combate a incêndios, visando aprimorar e agilizar o atendimento a emergências.

O complexo portuário santista tem, ainda, grandes desafios a enfrentar e para atingir seus objetivos concentrará atenção em iniciativas que aperfeiçoem, cada vez mais, seus colaboradores e manterá o foco nas estratégias de aprimoramento de seus processos e em ganhos de eficiência, visando crescimento futuro e a consolidação de uma cultura de alto desempenho.

Para isso o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Casemiro Tércio Carvalho, definiu os três eixos de sua gestão: olhar para dentro de casa, visando ao equilíbrio econômico-financeiro da empresa; valorizar o cliente bom pagador, ser firme com os que devem à companhia e priorizar a carga, a razão de ser do Porto; e conceder serviços à iniciativa privada, como a gestão do canal e o viário terrestre. No terceiro eixo, a meta é, também, que em três anos a Companhia esteja preparada para abrir o capital.

A Autoridade Portuária está atuando fortemente na adoção de mecanismos de compliance e governança corporativa e pretende ser certificada pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) no médio prazo, de forma a atender exigências de governança para listagem na bolsa de valores (B3).
“Toda essa modernização do Porto de Santos, que a gente chama de gestão 4.0, envolvendo novas tecnologias, mudanças de processos focadas em tecnologia da informação, controles de automação e uma repaginação da mão de obra portuária da Baixada Santista para prepará-la para atender esta nova realidade portuária, farão com que Santos seja visto não só como o maior, mas como o melhor complexo portuário da América Latina”, diz Tércio.

Em outra frente, a Autoridade Portuária de Santos está fazendo a reestruturação tarifária, após a publicação pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) da nova estrutura tarifária padronizada para os portos brasileiros.
A nova lógica da cobrança estabelece, por exemplo, que o pagamento pelo uso do canal de navegação seja feito pela tonelagem bruta do navio – hoje é pela quantidade de carga transportada na embarcação. “Em alguns casos a tarifa vai subir, em outros, cair”, diz o presidente Tércio.

O executivo adianta que todos os custos indiretos serão alocados na tabela de acesso aquaviário. “É a forma mais justa de equalizar arrendamento e terminal de uso privado”, diz.

Tércio destaca o sucesso dos 23 leilões federais de ativos portuários, aeroportuários e ferroviário realizados desde o início do ano. E ressalta as novas oportunidades de mercado. Há dois editais na rua para arrendamento de áreas no Porto de Santos que irão a leilão no dia 9 de agosto, além de outros que estão em estudo para serem lançados em breve. Ainda, a Autoridade Portuária está preparando a modelagem para concessão do canal de navegação.

Tercio afirma que o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto de Santos (PDZ) terá como mantra “condensar e concentrar”. “A lógica portuária mundial é de grandes portos e grandes players. Em Santos não será diferente”, afirma. O novo PDZ está em elaboração e será apresentado em breve.

Uma das principais mudanças da nova gestão comandada por Tércio é ir além do papel de provedor de infraestrutura no cais. Começa bem antes, no desenho do atendimento das cadeias produtivas de forma integrada, indo até a carga. Um exemplo é a celulose. O caminho mais curto entre as plantas de celulose e o litoral é o Porto de Santos, mas hoje Santos só captura 50% da carga. “O complexo portuário santista perde carga e nós vamos buscá-la”.

2019