Balanço de 2018: Codesp projeta novo recorde de movimentação para 2018

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Publicado em 07 Janeiro 2019 - 10:15


O Porto de Santos deve fechar o ano de 2018 com novo recorde de movimentação de cargas, atingindo 131,5 milhões de toneladas, um aumento de 1,3% sobre o resultado do ano passado (129,8 milhões t). Essa é a expectativa da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Autoridade Portuária e administradora do complexo portuário santista, que também estima para o próximo ano um movimento de 136,4 milhões t de mercadorias, uma expansão de 3,7 sobre o resultado estimado para 2018.

Os embarques devem somar 93,2 milhões t neste ano (-0,4%) e as descargas 38,2 milhões t (+5,5%). Para a carga geral foi projetado aumento de 6,6% e para os granéis sólidos e líquidos estimadas reduções de, respectivamente, 1,5% e 3,7%.

A soja destaca-se como a carga de maior volume movimentado, estabelecendo novo recorde anual para o produto, com 20,3 milhões t, um crescimento de 23,0% sobre a maior marca anterior estabelecida em 2017. A seca que afetou a produção argentina dessa commodity elevou a demanda pelo grão brasileiro, que teve uma safra excepcional. O conflito entre a China e os Estados Unidos levou o país asiático a buscar alternativas para substituir o grão fornecido pelos Estados Unidos, elevando, ainda mais, essa demanda que foi tão expressiva ao ponto de os estoques brasileiros do produto atingirem o menor patamar desde 1999, segundo informações da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). O farelo de soja também apresentou um desempenho destacado e deverá encerrar o ano com 5,9 milhões t, um aumento de 14,2% em relação ano anterior.

Para a carga conteinerizada, foi estimado um total de 4,1 milhões teu (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), estabelecendo novo recorde para essa modalidade de carga e um crescimento de 2,6% sobre o recorde anterior (3,9 milhões teu), estabelecido em 2017. Em agosto deste ano o Porto registrou sua melhor marca mensal histórica para essa carga, com 387,7 mil teu. O movimento acumulado até outubro coloca o Porto de Santos na liderança nacional da movimentação dessa modalidade de carga, com participação de 38,8% no total operado nos portos brasileiros.

Outro importante destaque foram os embarques de celulose que contaram com novo terminal da Fíbria (o T32) no Porto de Santos para escoar a produção de sua nova planta em Três Lagoas (MS). As exportações do produto devem atingir 4,5 milhões t, correspondendo a uma expansão de 46,4% frente ao resultado de 2017.

Já o açúcar e o milho, cargas relevantes na movimentação do Porto, registraram desempenho inferior aos recordes estabelecidos no ano passado. Para o açúcar é estimado um volume de 14,2 milhões t, cerca de 24,3% abaixo do ano anterior (18,7 milhões t). Esse cenário é decorrente da forte expansão da produção de açúcar nos principais produtores concorrentes do Brasil, que reduziu a demanda pelo produto nacional. Além disso, fatores climáticos diminuíram a oferta nacional dessa commodity, por conta de demanda interna crescente por álcool combustível.

O milho também teve seu desempenho comprometido por fatores climáticos e por uma safra bem inferior a estimada inicialmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apresentando queda além do esperado, levando a Codesp a projetar para este ano um volume de 12,4 milhões t, cerca de 12,6% menor do que o verificado em 2017. A estimativa mais recente da Conab, divulgada no seu 2º Levantamento da Safra 2018/2019, aponta para uma queda de 17,4% na produção brasileira do grão, ficando 11,4 milhões t abaixo da estimativa divulgada em dezembro do ano passado.

Quanto à consignação média dos navios que frequentaram Santos em 2018, deve apresentar um crescimento de 2,1%, saltando de 27.444 t/navio, em 2017, para 28.017 t/navio, neste ano, consequência direta do desempenho dos embarques de soja. Outro fator favorável foi a continuidade do aumento no porte dos navios conteineiros. Com relação ao fluxo de navios, deve chegar a cerca de 4,6 mil, representando uma redução de 0,4% em comparação a 2017 (4,8 mil), entretanto, o volume de cargas transportadas no período cresceu 1,5%. Esses resultados refletem as intervenções realizadas pela Codesp e pelos terminais portuários, visando a manutenção das profundidades do canal de navegação em 13,5 metros e a continuidade das obras de compatibilização de berços e bacias de evolução, que incentivaram a presença de navios de maior capacidade no Porto.

Projeções para 2019

A Codesp projeta para o próximo ano aumento nos dois fluxos, com os embarques crescendo 4,1% sobre o estimado para este ano, e as descargas 2,7%. São esperados aumentos de 3,3% para a carga geral, 2,1% para os granéis líquidos e de 4,5% para os granéis sólidos. A Autoridade Portuária entende ser um ano especialmente favorável à movimentação de carga conteinerizada no Porto de Santos, estimando para essa modalidade um crescimento em torno de 4,9% (4,3 milhões teu) sobre o recorde previsto para este ano.

Com relação à soja, após quatro anos de aumentos consecutivos nos embarques, a possibilidade de crescimento significativo é menor. A Conab estima uma queda em torno de 1,1% na safra de soja 2018/2019 em relação à anterior, devendo ficar próximo a 118,0 milhões t. Mesmo nesse contexto, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)  estima um incremento de 1,1% nas exportações brasileiras do produto, que devem atingir 77,0 milhões t. Considerando esse cenário, é esperada uma expansão de 1,0% nos embarques de soja em 2019, devendo totalizar 20,5 milhões t. Para o farelo de soja é estimado crescimento mais modesto, em cerca de 0,5% acima do projetado para 2018, devendo somar 5,8 milhões t.

Para a celulose, espera-se mais um ano promissor, por contar com a perspectiva de uma demanda global firme e com a esperada ampliação das operações no terminal T32. Já para o açúcar, apesar de ainda ser prematuro traçar um cenário preciso para a safra 2019/2020, as perspectivas não são animadoras. A commodity deve sofrer ainda as restrições na oferta de excedentes exportáveis e dos elevados estoques internacionais. É possível, porém, um desempenho positivo dessa carga. Com base nessas expectativas, a Codesp projeta pequena retomada nos embarques de açúcar, em torno de 1,0%, devendo atingir 15,1 milhões t.

Para o milho, é esperada uma recuperação nos embarques. A estimativa atual da Conab para a safra 2018/2019 do produto é de alta de 12,0% rem relação à última, ficando em torno de 90,5 milhões t. O USDA estima um incremento de 31,8% nas exportações brasileiras da commodity. Considerando esses indicadores e sinalizações feitas pelos terminais portuários, estima-se um crescimento de 17,0% nos embarques de milho, chegando a 14,5 milhões t.

Outras cargas devem se destacar positivamente, como os granéis líquidos (químicos e combustíveis) e os adubos e fertilizantes. A movimentação de granéis líquidos deverá ser favorecida pela aceleração da atividade econômica e pela queda do preço do petróleo nos mercados internacionais. Já a movimentação de adubo e fertilizantes deve ser beneficiada pela estabilidade do real frente ao dólar e pela melhoria da infraestrutura logística no Porto de Santos, com investimentos mais recentes na ampliação da capacidade do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam) e na melhoria da malha ferroviária que facilita o acesso do produto ao complexo portuário.

Para o fluxo de embarcações foi projetado um total de 4,7 mil atracações e uma consignação média de 28.578 t/navio, um crescimento de 2,0% sobre a estimada para este ano.

Infraestrutura

A Diretoria de Engenharia da Codesp trabalha para a manutenção, ampliação e modernização da infraestrutura no Porto de Santos. Obras em andamento e em projeto estão entre os destaques, além da entrega, no começo do ano, da recuperação e reforço do cais entre os armazéns 12A e 23.

A abertura de licitação para elaboração de Projeto Básico de novo acesso ao Porto, na entrada da cidade, e melhorias na malha ferroviária interna do Porto de Santos foram realizadas ao longo deste ano, juntamente com o andamento da revitalização da avenida portuária no trecho entre canal 4 e a Ponta da Praia, na margem santista.

A chamada entrada da cidade, em Santos, vem passando por obras que têm objetivo de melhorar o acesso tanto de quem vai à área residencial quanto à portuária, em um empreendimento que une Município, Estado e União, por meio da Codesp. O Edital para contratação dos serviços de Arquitetura e Engenharia da parte de responsabilidade da Companhia Docas foi publicado em dezembro e a abertura das propostas ocorrerá em 21 de janeiro de 2019. Com esta iniciativa, o Porto vai ser ligado à Rodovia Anchieta através das regiões do Valongo e Saboó.

A revitalização do acesso rodoviário entre o canal 4 e a Ponta da Praia, com previsão de entrega em 2020, segue com as obras.  Foram executados serviços para a construção dos viadutos sobre as linhas férreas e sobre o pátio de contêineres (antigo armazém XXXVI). Com a implantação desse complexo de viadutos, o acesso ao porto ficará segregado entre veículos de contêineres e de grãos e farelos, com o tráfego dos contêineres absorvido pelos viadutos, mantendo-se na Avenida Mário Covas Jr. os veículos que demandam ao Corredor de Exportação. O empreendimento também contemplará uma completa reurbanização da Avenida Mário Covas Jr., abrangendo reforma do pavimento, nova iluminação e paisagismo, enquanto a avenida Interna será mantida desde as instalações da Capitania dos Portos até o Armazém 33.

A malha ferroviária interna está recebendo diversas intervenções que visam a melhoria do serviço de transporte, do trânsito urbano e conforto ambiental para a população. Foram substituídos trilhos antigos e feita a remodelação da sinalização nas Passagens em nível da região do Valongo, na Rua Senador Cristiano Otoni e Largo São Bento/ Armazém 1 e 1A, com sincronia entre o semáforo e os dispositivos de detecção de aproximação de trens. Estas obras proporcionam aumento da velocidade de tráfego e da segurança operacional, através da redução do potencial de acidentes por descarrilamento. A troca de pavimento facilitou a passagem dos veículos rodoviários, eliminando os solavancos na transposição dos trilhos. Está sendo feito o isolamento da ferrovia, para redução de acidentes por atropelamentos e abalroamentos, tanto no lado de Santos quanto em Guarujá. Obras de execução de muro para vedação das linhas férreas no pátio da Conceiçãozinha (Guarujá) e na região da 3ª linha do Paquetá (Santos) foram iniciadas em 2018, com conclusão prevista para 2019.

Para 2019, está prevista a continuação das obras, que vão ampliar a capacidade do sistema ferroviário. O projeto contempla a transferência das linhas férreas de acesso ao Corredor de Exportação de Granéis Sólidos de Origem Vegetal, que hoje passam no meio dos terminais, deslocando-as em direção à Avenida Mário Covas Jr., possibilitando ampliar os ramais ferroviários até a área do Corredor de Exportação e o adensamento de áreas hoje não operacionalizadas. Serão implantadas quatro linhas férreas, em aporte à demanda de utilização do modal ferroviário.

No Paquetá, desde a região do antigo prédio do Ministério da Agricultura com comprimento aproximado de 450 m, está sendo realizada intervenção para aumentar a capacidade de atendimento aos terminais situados em Outeirinhos, reduzir o volume de manobras e com isso atenuar a ocupação das diversas passagens em nível existentes na região. As obras foram iniciadas em agosto de 2018 e tem conclusão prevista para o primeiro bimestre de 2019.

Está em andamento também a Implantação do Sistema Controle de Trens Centralizado (CTC), entre o pátio do Valongo e o viaduto da santa, com a sinalização de todas as linhas neste perímetro e implantação de semáforos inteligentes comandados por 7 unidades de controle, o que vai permitir aumentar a velocidade das operações ferroviárias e segurança operacional. As obras foram iniciadas em dezembro de 2017 e serão concluídas no início de 2019.

Em fevereiro de 2018, foram concluídos os serviços de recuperação e reforço de cais para aprofundamento dos berços existentes entre os armazéns 12A e 23, a fim de permitir a execução da dragagem para até 15 metros e o consequente aumento de produtividade dos terminais localizados naquela região.

 Projetos – Dentre os diversos projetos desenvolvidos pela Diretoria de Engenharia ao longo deste ano, destacam-se o de duplicação do acesso rodoviário à Ilha Barnabé, recuperação estrutural do cais da Ilha Barnabé e do armazém 12, implantação da Avenida Perimetral, nos trechos Alemoa/Saboó e Guarujá, e a reurbanização e reordenamento viário na região da Bacia do Macuco.

Na Ilha Barnabé, serão duplicadas 3,3 mil metros de via, com recuperação de pavimento, drenagem, iluminação, sinalização, uma ponte e um viaduto ponte para transpor o pátio ferroviário da MRS Logística S.A. O projeto funcional está concluído e já conta com Termo de Referência para contratação de projeto básico e executivo, aguardando apenas a alocação de verba para contratação dos projetos básico e executivo, para posterior execução das obras.

Ainda na Ilha Barnabé, o projeto de recuperação estrutural do cais concluído, devendo o Edital para contratação da execução das obras ser publicado no início de 2019. No lado oposto do estuário, será feita a recuperação de trecho de cerca de 150 metros do Cais do Armazém 12. Está em andamento o processo de contratação de empresa que elaborará o projeto que definirá a técnica e metodologia adequadas, para posterior elaboração do edital para licitação da execução das obras.

Outro projeto executivo já pronto é da avenida perimetral no trecho Alemoa/Saboó, entre o viaduto da Alemoa e o Brasil Terminal Portuário (BTP). Este deverá receber revisão, devido interferência com linha de gás. O orçamento para contratação das obras está sendo atualizado, bem como o Termo de Referência está sendo readequado à Lei nº 13.303, devendo o Edital ser publicado em 2019.

Também foi aprovado pela diretoria executiva, e encaminhado à Secretaria Nacional de Portos (SNP) do Ministério dos Transportes Portos e Aviação Civil (MTPA), o projeto executivo da Perimetral do Guarujá. O empreendimento promoverá a segregação do tráfego portuário de cargas, adequação de passeios e ciclovias, bem como instalação de passarelas de pedestres, além da construção de ponte estaiada sobre a rodovia Cônego Domênico Rangoni e de viaduto sobre a Avenida Santos Dumont.

Dragagem – A Codesp realizava a manutenção das profundidades do canal de navegação e berços de atracação, serviço que passou, a partir de abril deste ano, a ser executado pela Secretaria Nacional de Portos (SNP), do MTPA. As plantas batimétricas também passaram a ser gerenciadas pela SNP, ficando sob responsabilidade da Codesp somente o levantamento trimestral de dados batimétricos enviados à Capitania dos Portos de São Paulo.

A partir de 13 de julho, o Porto de Santos passou a operar com 13,50 metros de calado no 0 DHN. Novas tecnologias de sinalização náutica foram incorporadas, destacando-se a do canal externo, por meio do sistema de GPS, e outras medidas estão sendo estruturadas para a implantação do VTMIS.

Energia elétrica – A Codesp aprovou a solução técnica apresentada pela Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL) para atendimento às necessidades de energia elétrica do Porto de Santos, que envolve a construção de uma nova e moderna subestação, em substituição a atual, na rua João Alfredo, no Macuco.

O início das obras está previsto para o próximo ano e para garantir a continuidade do abastecimento por ocasião da demolição da antiga subestação e da construção da nova a Codesp permitirá que algumas instalações sejam temporariamente transferidas para área interna da sua Central Elétrica.

Operações Logísticas

Frete de retorno – A Codesp nomeou um grupo de trabalho para criar o Sistema de Apoio ao Frete de Retorno, que se encontra em estágio inicial de desenvolvimento. O sistema permitirá que os caminhões retornem às suas origens transportando novas cargas e não vazios. Para a conclusão dos trabalhos, prevista para abril de 2019, será necessária a disponibilização dos dados do Portolog. A expectativa é disponibilizar, até o Fórum Safra do próximo ano, um protótipo para demonstração do sistema.

Fórum Safra 2018 – Para aprimorar a logística do escoamento das safras foi realizado em janeiro deste ano o Fórum Safra 2018, permitindo organizar a chegada de caminhões, desde a origem da carga até o Porto de Santos. O encontro foi primordial para o planejamento do fluxo de caminhões, visando inibir transtornos nas rodovias federais e estaduais, municípios e áreas do Porto de Santos.

Cruzeiros Marítimos – A temporada de cruzeiros marítimos 2017/2018 se estendeu de 04/11/2017 a 28/04/2018, envolvendo as atracações dos transatlânticos Costa Favolosa, MSC Precioza, MSC Magnífica e Sovereign, MSC Musica, Celebrity Infinity, Zaandam, Balmoral, Sirena, Swen Sias Mariner, Seven Sias Navigator, que somaram 88 viagens, com embarques e desembarques de 530.497 passageiros. O Brasil receberá cerca de 600 cruzeiros durante a temporada 2018/2019. O Porto de Santos consolida-se como o complexo com maior número de atracações. De novembro deste ano a abril de 2019, está previsto um total de 87 atracações de navios de passageiros e uma expectativa de atender em torno de 265 mil turistas.

Tecnologia da Informação – O setor formalizou neste ano nove instrumentos normativos sobre assuntos ligados ao direcionamento estratégico e tático, segurança da informação, desenvolvimento de software e aquisições de tecnologia da informação (TI). Foi instituído o Comitê de TI visando o direcionamento tático e estratégico tecnológico da Codesp e garantir a aplicação de boas práticas de governança nessa área. A empresa iniciou, ainda, a elaboração do Plano Diretor de TI que registrará o direcionamento tático e estratégico definido pelo comitê de TI e deve abranger o planejamento de metas e ações que visem atingir os objetivos estratégicos da Companhia e suas necessidades de negócio para o período de 2019 a 2020.

A Codesp contratou a reestruturação de uma rede administrativa de dados, com instalação de novas fibras ópticas, através dos edifícios do complexo da Avenida Rodrigues Alves e da área de operações (Dirop). Será instalada uma nova rede Wi-Fi, mais robusta e com controle centralizado, abrangendo esses edifícios. Novas ferramentas de gestão de rede de dados serão implantadas, permitindo aprimorar a capacidade de comunicação de dados nos referidos locais.

Uma série de sistemas e funcionalidades foram implantados, visando a melhoria de procedimentos da empresa, a redução da quantidade de papel gerada, de tempo gasto nas tarefas, bem como atualização visual de sistemas e portais e a geração de informações para auxílio à tomada de decisões. Destacam-se o cumprimento de requisitos do eSocial e Reinf, a ferramenta de gestão de projetos CA PPM, com customizações para acompanhar o Plano Estratégico Institucional (PEI), o sistema de Gerenciamento Eletrônico de Documentos (GED), denominado Docas Digital, que elimina o uso de papel no trâmite administrativo da empresa, a interface para gerenciamento de férias dos colaboradores e o novo site do Porto de Santos desenvolvido pela Assessoria de Comunicação Social.

Portolog – A consolidação do sistema de agendamento da chegada de caminhões ao Porto, por meio da Cadeia Logística Portuária Inteligente (Portolog), assegurou o escoamento da safra 2017/2018 sem registros de congestionamentos. A implantação das fases do Portolog para diversos tipos de carga continua. Após a implantação do regramento para acesso aos terminais que operam granéis sólidos de origem vegetal, em 2017, foi priorizada neste ano a inclusão dos caminhões com granéis líquidos de origem mineral no sistema de agendamento e iniciada a inclusão dos segmentos de carga geral solta e conteinerizada. O sistema está sendo adequado para receber os granéis líquidos e encontra-se em fase final de testes para integração. No que se refere à inclusão do segmento de carga geral solta e conteinerizada, os terminais especializados enviaram os cadastros e já foi apresentado a eles o sistema e como acessá-lo, bem como onde encontrar as informações para integração.

A expectativa para 2019 é concluir a integração dos terminais de contêineres ao Portolog e criar um grupo de trabalho, integrado por terminais que operam carga geral e veículos, visando também sua integração ao sistema.

Além dessas ações, prossegue o planejamento para contratação de componentes de infraestrutura do sistema Portolog que ampliarão sua atuação com o reconhecimento da passagem de caminhões em locais pré-determinados, como praças de pedágio e portões de acesso ao Porto, permitindo um melhor acompanhamento dos agendamentos.

Fiscalização das Operações – A área de Operações Logísticas adotou o sistema de gerenciamento baseado em métricas com análise trimestral, objetivando aperfeiçoar a fiscalização das operações. Por meio do Plano Anual de Fiscalização foram aprimorados alguns controles de informação e criados novos dados de análise da eficácia de fiscalização. O instrumento normativo da fiscalização foi aprovado para disciplinar os procedimentos e servir como base para o programa de formação e aperfeiçoamento da fiscalização, voltado para os colaboradores que atuam nesse serviço.

A Codesp viabilizou também neste ano o projeto para utilização de veículos aéreos não tripulados (drones) no processo de fiscalização, principalmente nas áreas que estão fora do campo de visão dos funcionários em terra, como, por exemplo, o monitoramento do abastecimento de navios a contrabordo. Referido projeto atende, também, outros setores da empresa, como o Ambiental, Vigilância e Engenharia.

Governança

As ações de governança implementadas neste ano culminaram em boa performance da Codesp que recebeu a certificação de Nível 1 (melhor nível) do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, do Governo Federal, pela participação no Índice de Gestão das Empresas Estatais (IG-Sest). O levantamento é feito pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) para avaliar a implementação da Lei 13.303/2016, a chamada Lei das Estatais.

Essa foi a segunda apresentação do índice feita pelo Governo Federal. A primeira aconteceu em 2017 e, na ocasião, a Codesp tinha ficado no nível 3, o que revela uma grande melhoria na gestão da empresa. As empresas foram avaliadas em relação à gestão, controle e auditoria; transparência das informações; conselhos comitês e diretorias. Com base no desempenho nessas dimensões, foram classificadas em níveis de 1 a 4.

A média geral para o nível 1, obtida no levantamento feito pelo Ministério do Planejamento, foi de 6,3 pontos. A Codesp chegou a 7,8 no índice, ficando entre as 16 empresas que conquistaram a melhor certificação.

O trabalho da área de Governança foi reforçado com a criação da Gerência de Compliance, visando fortalecer o papel institucional da unidade de Governança Corporativa e Compliance da empresa, especializando e otimizando os trabalhos de conformidade e integridade, fortalecendo o compromisso da Administração com os objetivos dispostos na Carta Anual de Governança Corporativa.

A área de Governança priorizou suas atividades em quatro frentes, envolvendo o acompanhamento do PEI, do Projeto de Modernização da Gestão Portuária (PMGP), Escritório de Gerenciamento de Projetos (PMO) e a automação dos processos.

A Codesp aprovou, também, a Política de Gerenciamento de Riscos, que compreende as atividades de maior relevância na empresa, dispostas no PMGP.

Para informar a sociedade sobre os serviços prestados e como acessá-los, a Codesp disponibilizou em seu website (www.portodesantos.com.br) a Carta de Serviços ao Cidadão. A iniciativa, pioneira no setor portuário, teve como foco o cidadão e visa estimular sua participação nas questões portuárias, facilitando e ampliando o acesso aos seus serviços e às suas informações, contribuindo para o aprimoramento da qualidade do atendimento prestado.

A Carta de Serviços integra o processo de transformação da gestão, em evolução na Codesp, e inclui informações sobre o atendimento geral por meio do protocolo de solicitação de serviços, recepção de visitas ao Porto de Santos, Serviço de Informação ao Cidadão (SIC), procedimentos para gravação em instalações do Porto, estágios, fornecimento de documentos, cadastros, licitações, patrocínios, segurança pública portuária, operações portuárias, infraestrutura, serviços e utilidades, meio ambiente, bem como planejamento e estatísticas, entre outros.

Plano Mestre – A apresentação da versão preliminar do Plano Mestre do Porto de Santos ocorreu em fevereiro deste ano. Trata-se de um estudo realizado a cada quatro anos que utiliza como referência o Plano Nacional de Logística Portuária e propõe ações e melhorias de investimentos. O objetivo do Plano é propor metas e sugestões de um caminho embasado em regras, direitos e deveres, de forma clara, transparente e compartilhada.

Além da previsão de demanda, apontando para uma movimentação de 178 milhões de toneladas e um crescimento de quase 38% em 2029, o Plano traz avaliações considerando o setor operacional, infraestrutura de acessos, a gestão da Autoridade Portuária e as relações  com o meio ambiente e entre o Porto e a Cidade. O estudo compara a capacidade de atendimento e a demanda de forma específica para cada grande segmento de carga até o ano de 2025.

Reestruturação da Diretoria de Relações com o Mercado e Comunidade – A implementação da reestruturação na referida diretoria demandou fusões de superintendências e gerências, considerando-se a similaridade das competências, identificando-se oportunidades de otimização organizacional e consequente redução de custos.

A nova configuração organizacional implicou na fusão das superintendências de Planejamento Portuário e de Relações Comerciais e Gestão de Contratos de Arrendamento em apenas uma que passou a denominar-se Superintendência de Relações Comerciais. Na Superintendência de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho ocorreu a fusão em uma única unidade das gerências de Meio Ambiente e de Controle Ambiental. Da extinta Superintendência de Planejamento Portuário, a fusão aglutinou as gerências de Planejamento e Desenvolvimento de Acessos e de Planejamento e Desenvolvimento de Áreas e Instalações. Na extinta Superintendência de Relações Comerciais e Contratos de Arrendamentos ocorreu a fusão das gerências de Desenvolvimento Comercial de Áreas e Instalações e de Promoção Comercial de Áreas e Instalações e Relação Porto-Cidade. A maioria dos cargos comissionados de gerentes e superintendente, após a reestruturação, passou a ser ocupada por profissionais de carreira da Companhia. Além disso, as áreas de Engenharia e Finanças também foram reestruturadas.

Sustentabilidade Ambiental

Regularização ambiental – Um dos focos da área ambiental neste ano foi o cumprimento das condicionantes previstas na Licença de Operação (LO) nº 1382/2017, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no processo de regularização ambiental do Porto de Santos, que implicou no desenvolvimento de amplo conjunto de programas ambientais. Outros programas e subprogramas, oriundos do Plano Básico Ambiental das Obras de Dragagem, incorporado ao escopo da LO nº 1382/2017, tiveram continuidade em 2018.

A Companhia promoveu auditoria de seu Sistema de Gestão Ambiental, encaminhando relatório e plano de ação ao Ibama, em cumprimento à condicionante da LO, que exige a realização desse procedimento e a apresentação desses documentos a cada dois anos.

Sistema de Gestão Ambiental – A implantação do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) é essencial para o atendimento às condicionantes da LO do Porto de Santos e à Resolução Conama nº 306/2002 e está relacionada ao Índice de Desempenho Ambiental (IDA), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), e às metas estabelecidas no Planejamento Estratégico Institucional (PEI), da Codesp.

A gestão do SGA contempla a divulgação da Política Ambiental e da Planilha de Aspectos e Impactos para os colaboradores da Codesp e ações específicas direcionadas, principalmente, para atendimento às não conformidades identificadas na auditoria ambiental realizada em 2016. Diversas atividades estão previstas para 2019, entre as quais, a implantação de normativa para gestão de produtos químicos e da estrutura de procedimentos e instruções do SGA, realizações de auditorias ambientais internas e treinamentos de atualização dos auditores internos, bem como a formação de novos integrantes.

Plano de Emergência Individual – O Plano de Emergência Individual (PEI) da Codesp foi aprovado pelo Ibama, com a ressalva de que os cenários acidentais descritos deveriam ser consolidados por meio do Estudo de Análise de Riscos (EAR). A Codesp expôs ao órgão ambiental que a revisão do referido plano deve ser precedida pela conclusão do EAR.

A Autoridade Portuária ressalta que os instrumentos de atendimento a emergências no Porto de Santos, sejam aquelas envolvendo derramamentos de óleo e de outros produtos perigosos ou incêndios, como o PEI, PAM, Plano de Área e Brigada de Incêndio da Guarda Portuária, continuam em plena atividade.

Gerenciamento Ambiental e Licenciamento de obras no Porto – Em abril deste ano, a Codesp finalizou a obra de reforço e recuperação estrutural do cais dos Armazéns 12A ao 23 e enviou ao Ibama o Relatório Final Consolidado do gerenciamento ambiental do empreendimento, demonstrando o cumprimento de todas as exigências do órgão ambiental estabelecidas na Licença de Instalação nº 896/2012.

A Autoridade Portuária já obteve, também, a Licença de Instalação junto ao Ibama para realização das obras de reforço estrutural do cais da Ilha Barnabé.

Já o gerenciamento ambiental das obras no trecho entre o Canal 4 e a Ponta da Praia da Avenida Perimetral Portuária, em Santos, está sendo realizado desde 2016 e todas as condicionantes ambientais contidas na Licença de Instalação encontram-se em andamento. A Codesp enviou ao Ibama o relatório do primeiro semestre deste ano sobre o gerenciamento do empreendimento e deverá encaminhar o do segundo semestre no início de 2019.

Plano de Ajuda Mútua – Os integrantes do Plano de Ajuda Mútua (PAM) realizaram visitas técnicas aos terminais portuários, em conjunto com todas as guarnições do Corpo de Bombeiros da cidade de Santos. O objetivo das visitas foi conhecer os acessos aos terminais, rotas de fugas, bem como a estrutura física para combate a incêndios. Além disso, permitiu o cumprimento das inspeções técnicas previstas para 2018.

O PAM desenvolveu, também, ações junto ao Ministério do Trabalho, em abril deste ano, contemplando a realização de palestras visando à prevenção de atividades laborais em altura, junto aos operadores portuários. A expectativa é que no próximo ano esse trabalho continue e que se retome a realização de simulados para treinamento das equipes.

Capacitação

A Codesp investiu cerca de R$ 500 mil na capacitação de seus colaboradores em 2018. Uma quantidade superior a 33 mil horas de capacitação foi ministrada, permitindo aos empregados progredirem dentro de sua categoria no quadro de carreiras. Já está em curso o Levantamento de Necessidades de Treinamento que balizará o programa de capacitação para 2019. A expectativa é superar os índices obtidos neste ano, com destaque para a continuidade do treinamento dos colaboradores que atuarão no sistema de gerenciamento de embarcações, o Vessel Traffic Managment Information System (VTMIS), incluindo a capacitação em operação de VTS e língua inglesa.

Diversos cursos foram contratados in-company, voltados para o desenvolvimento técnico dos empregados, tais como Inovações nas “Licitações e contratos trazidos pela nova Lei das Estatais”, “Redação empresarial”, “NR 10”, “Elaboração de TR e Planilhas orçamentárias”, “Gestão documental”, “Gerenciamento de projetos”, “Gestão de riscos”, entre outros.

Para os colaboradores em serviço na Superintendência da Guarda Portuária foram ministrados cursos sobre abordagens táticas em patrulhamento, atualização de agente de trânsito, ameaças assimétricas, nuclear, biológica, química, radiológica e explosivos, além de cursos de supervisor de segurança pública, para tripulação de embarcações de estado no serviço público, entre outros.  A capacitação na Guarda Portuária envolveu, também,  exercícios simulados de alteração no nível de segurança, direção defensiva e tempo de resposta, monitoramento e abordagem de veículos, acionamento do Plano de Ajuda Mútua (PAM), combate à incêndios e uso, modulação e comunicação.

Além dos cursos presenciais, uma quantidade expressiva de colaboradores realizou cursos online disponibilizados pelas escolas do governo federal.  Aos gestores foi ministrado o curso O Líder do Agora, visando capacitá-los para auxiliar no processo de gestão de pessoas.

A socialização de conhecimento, viabilizada por colaboradores da empresa, continua em curso. Neste ano esse processo envolveu a gestão e fiscalização de contratos, a gestão da qualidade – metodologia 8S, educação financeira e regulamento interno de licitações e contratos.

A parceria com a Universidade de São Paulo (USP) proporcionou vagas em disciplinas eletivas de oceanografia, em São Paulo, e cursos de extensão realizados na Codesp, abertos, também, à comunidade, somando mais de 8 mil horas de capacitação.

No que se refere à saúde e qualidade de vida, foram ministradas palestras abordando temas como vacinação, saúde do homem, paternidade, doenças, prevenção ao suicídio, compulsão alimentar, saúde bucal, uso racional de medicamentos, entre outras. Foram realizadas campanhas de prevenção de doenças, como vacinação contra a Influenza e testes rápidos para Hepatite C e estímulos à atividade física, como aula de ritmos no Dia do Desafio, dança circular no Outubro Rosa e aula de pilates na Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho.

O Clube do Livro manteve seus encontros periódicos e, em comemoração aos seus seis anos de existência, criou-se o Clube do Livro Itinerante, que permitiu disponibilizar mais de 300 livros em alguns locais da empresa, incentivando colaboradores, terceirizados e visitantes a lerem mais.

A Codesp elegeu 2018 como o Ano da Sustentabilidade, propiciando campanhas, atividades e palestras como Ajudando o Ambiente Sustentável, Lixo Zero e Pura – Programa Uso Racional de Água. A expectativa é finalizar a implantação do Plano de Cargos Comissionados e Funções de Confiança (PCCFC) e publicar a revisão do Manual de Descrição de Cargos do Plano de Empregos, Carreira e Salários (PECS) vigente e do Regimento Interno da empresa.

Campanhas salariais – Neste ano,  tendo em vista que o reajuste salarial do Acordo Coletivo 2017-2018 encontrava-se em discussão na Justiça, a Codesp firmou o Acordo Coletivo de Trabalho 2017-2019 com os sindicatos que representam seus colaboradores, sob o aval dos ministérios supervisores, após consenso sobre os índices a serem aplicados, mediante a extinção do processo de dissídio coletivo de greve referente ao ano de 2017. O acordo envolveu reajuste de 3,35% referente ao período de 01 de junho de 2017 a 31 de maio de 2018, aplicados a partir de 01 de fevereiro de 2018 e reajuste salarial de 0,88% referente ao período de 01 de junho de 2018 à 31 de maio de 2019, aplicados a partir de 01 de junho de 2018. Esses reajustes incidiram sobre a cláusula salarial e todas as demais que concedem benefícios econômicos.

SOBRE A CODESP

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPA), é a Autoridade Portuária do Porto de Santos e possui 1.500 funcionários. É responsável pelo planejamento logístico e pela administração da infraestrutura do Porto Organizado de Santos, o maior da América Latina, por onde passa quase um terço das trocas comerciais brasileiras. Com 7,8 milhões de metros quadrados, o porto está localizado a 70 quilômetros da Grande São Paulo e possui 55 terminais marí­timos e retroportuários, situados em duas margens, uma em Santos (direita) e outra em Guarujá (esquerda).

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