Autoridade Portuária de Santos faz missão comercial à China

Publicado em 05.jul.2019 - 20:08

Presidente do Porto de Santos será o único representante de um porto latinoamericano a debater no 5º encontro internacional sobre a “nova rota da seda”

A Autoridade Portuária de Santos realiza na próxima semana uma missão comercial na China voltada ao fomento das relações do Porto de Santos com vistas a atrair investimentos e cadeias produtivas. A agenda no país asiático integra o projeto de internacionalização do Porto de Santos, que, no futuro, incluirá seu primeiro escritório avançado no exterior, justamente na China.

A ida do presidente da Autoridade Portuária, Casemiro Tércio Carvalho,àquele país englobará encontros com associações comerciais e visitas a operadores logísticos em Hong Kong e Xangai. Nos dias 11 e 12, o executivo estará em Ningbo, onde participado “The 5th MaritimeSilk Road PortInternationalCooperationForum” (5º fórum internacional de cooperação marítima e portuária da rota da seda). Tércio será o único presidente de um porto latinoamericano a participar como debatedor.

O evento terá a presença dos maiores portos do mundo,de empresas de navegação e logística e da indústria marítima. Entre os demais debatedores, estarão o executivo do Porto de Roterdã (o maior da Europa), Willem Dedden, e o principal executivo do grupo Maersk na China, Tim Smith. A Maersk é o maior grupo de navegação de contêineres do mundo e líder nos tráfegos marítimos com o Brasil.

Participarão ainda do evento representantes da APM Terminals, da HutchisonPort Holdings, da China HarbourEngineeringCompany, da China MerchantsPortGroup e da ZPMC, entre outros.

“A presença neste encontro internacional é importante não somente porque a China é o maior parceiro comercial do Brasil, mas, também, porque o Porto de Santos é a melhor alternativa em logística portuária na Costa Leste da América Latina. Estamos fazendo uma mudança transformacional em Santos e queremos os grandes e melhores players do setor conosco nessa jornada”, afirma Tércio.

O evento vai discutir a chamada “nova rota da seda”, uma proposta do governo chinês que prevê investimentos em diversos países nas próximas três décadas, visando integrar transportes em vários continentes. O nome é uma referência às caravanas comerciais que ligavam o Extremo Oriente à Europa desde a época pré-cristã até a descoberta do caminho marítimo para as Índias, em 1498. A rota da seda do século 21 surgiu em 2013, durante uma visita do presidente chinês ao Cazaquistão, na Ásia Central.


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